Vida... #reflexão

February 4, 2016

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Gosto muito de refletir sobre tudo... debater a dois, em grupo ou sozinha situações do dia-a-dia, da vida em geral... muitas vezes quando vou para a cama, há um tempo que tiro, sinto a necessidade de pensar, refletir, pensar sobre o dia que tive, sobre a aula que dei, sobre os posts do blog, sobre outros artigos que escrevo, sobre a minha vida... Enfim sobre tudo um pouco que me toca. Ponho-me em questão, analiso, sou muito crítica e exigente comigo, não gosto de falhar, mas falho... e não lido bem com isso, vai sempre passando, mas naquele momento fico mal. Enfim...

Ontem à noite, fiquei a pensar sobre o post da Sofia Ribeiro, que dizia que há pessoas más... Ui se há! É claro nas situações do dia-a-dia, por vezes no trabalho, na escola... enfim, há pessoas e pessoas, grupos e grupos. 

E fiquei a pensar... fui refletindo...

Nunca fui e nunca quis entrar nem na escola, nem na vida de crescida em grupos 'famosos' ou de líderes. Não me identifico, não lido bem com as atitudes deles... sempre fiquei no grupo dos que ninguém prestava atenção. Sabe aqueles grupos na escola que lideram tudo, são bué de giros e têm todos os gajos e gajas atrás... não dava para mim!! Não, eu ficava com os amigos que talvez a sociedade não valoriza tanto, mas para mim têm mais valor... muito mais!! Lá éramos normais e não tínhamos de ser os maiores e competir, sempre gostei de ter amizades verdadeiras e não pautadas na aparência... 

Tal é o meu instinto de igualdade e de salvação do mundo... que me formei como professora de educação especial... Amo do coração esta minha profissão (de que tenho saudades). É duro, porque sou uma pessoa que vive muito os sentimentos e sofrimentos dos outros, acabo sempre por levar um pouco deles comigo... Isto por dizer que aí senti a dor e o gozo que sofrem... a maldade das pessoas, o olhar das pessoas, as dificuldades e os entraves da vida. Não é fácil aparentar ser diferente por algo de físico que sobressaí, mas posso vos garantir que têm uma força maior do que a nossa! É desde cedo, que devemos ensinar as nossas crianças e filhos a olhar para o outro de forma normal, a brincar com todos e as diferenças completem as nossas diferenças, que também temos, apenas não são tão subjacentes. 

Há uns anos acompanhei uma turma numa visita de estudo ao Porto, fui porque lá estava incluída uma aluna minha com paralisia cerebral... naqueles 4 dias ninguém imagina o que aprendi, senti, vivi, sofri e a emoção... Como se estivesse estado eu naquela cadeira de rodas...

Como disse e muito bem a Sofia, 'hoje sou eu... amanhã podes ser tu'... Seja cancro ou outra doença ou deficiência qualquer... a vida é de todos. Por isso, respeitemos, pelo menos, o outro em todo o sentido do termo... 





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