Ter ou não ter o apelido do marido?

April 8, 2016



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Há quem sabe desde logo, que manterá como último nome o de solteira. Mas há quem optará pelo nome de família do marido. Mas esta (in)decisão é muitas vezes ambígua e pode gerar alguma incerteza (por parte da mulher)...

Sem dúvida que será uma questão pessoal, que dependerá UNICAMENTE da mulher. É uma decisão dela e não deve ser tomada a dois, na minha opinião mais feminista e sexista, uma vez que é a mulher a mudar o seu nome. E de forma alguma deverá ser imposta, sóis um ser livre!

Poderão, no entanto, colocar em cima da mesa, a hipótese de trocarem o apelido, aí sim, pode ser discutida pelos dois, uma vez que aos dois diz respeito. Ou seja, a mulher ficar com o apelido do marido e o marido com o apelido da mulher. Esta é para mim a forma mais justa e sensata. Nunca percebi bem porque raio as mulheres ao fim de 20 ou 30 anos de existência tinham de alterar o seu nome, porque casavam. Para que a sociedade veja que é a família X ou Y?!! Não... não vejo isso assim. Então e porque não são os homens a trocarem o nome?!! Já basta os filhos ficarem quase de modo "obrigatório" com o nome do pai, por último.

Ninguém deve impor a ninguém o seu nome de família, ora porque torna o homem mais macho, ora porque a família dele adoraria ou porque é o chefe de família (na mente antiga é claro)... Só de pensar até tremo de nervos!!

Desde que me lembro de construir o meu Eu, no período da adolescência que dizia que jamais iria colocar o nome do meu futuro marido. Por achar absurdo. Se fui chamada Ida Gaspar, 30 anos, não iria mudar isso. O meu último nome é meu e assim será até morrer. Por isso, casei e mantive o meu nome de solteira. Além disso, poupei em toda a documentação, que teria de trocar, caso alterasse o meu apelido. 

O facto de não ter tomado o apelido do meu marido, não nos faz menos família do que aquelas que optaram, mesmo que tenhamos filhos. Os filhos terão os nossos dois últimos apelidos e é a junção de nós os dois. 

É claro que em determinadas situações do quotidiano sou chamada pelo apelido do meu marido, mas tudo bem, isso não me aflige... mas a verdade é que a sociedade está mesmo formatada para esta realidade.

Futuras noivas, é uma decisão só vossa, não vos quero desconvencer ou dizer que é absurdo. É claro que respeito a ideia de cada uma, mas façam-no de livre vontade e com a consciência do passado, do presente e do futuro...




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